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27/11/2008 00:45
INFERNO
Em uma de minhas viagens fui convidado pela primeira estrela a visitar o inferno, repleto de esteriotipos das imagens do inferno, não o reconheci quando lá cheguei. Era uma sala ampla como a de qualquer saguão de hotel. Perguntei a primeira estrela se este era mesmo o lugar de sofrimento eterno de que tanto falavam, ele me respondeu que o inferno está em nós, não em um lugar. Depois de alguns minutos conhecidos meus começaram a entrar pelas portas, sim muitas portas, e entre estes conhecidos pessoas que prezo muito, e entre essas pessoas, pessoas que eu amo, aliados, amigos, pessoas em quem confio. À medida que se aproximavam para me cumprimentar, eu percebi algo estranho, minha audição, eu podia ouvir não só a voz e os sons do ambiente, mas também as reais intenções e pensamentos encobertos pelas palavras proferidas, não me surpreendi com as falsidades, e jogos hipócritas de alguns conhecidos, mas a medida que as pessoas a quem eu realmente prezo se aproximavam, comecei a sentir porque aquele saguão era o inferno, pude ouvir seus pensamentos, suas idéias sobre mim, e sobre minhas próprias idéias, decepção, magoa...Só não foram maiores, essas decepções e magoas, do que aquelas que mancharam minha alma quando vieram falar comigo, aqueles que eu amo, aliados, amigos, pessoas em quem confio. A primeira estrela percebeu a escuridão da minha alma, e me levou daquele saguão para este mundo nosso, onde eu não posso ouvir o que pensam os meus amigos, meus aliados, mas antes de ir me disse: "o inferno está em nós".
Agora neste mundo onde eu não posso ouvir o que pensam meus aliados, amigos, essas pessoas em quem eu confio, eu sei o que é o inferno.
Não há senhor do inferno que seja diferente de nós mesmos.
Cada um de nós, com nossas dúvidas, cada um de nós com nossos amigos e amores, cada um de nós com nossas realidades limitadas.
Conhecimento
Se uma realidade é moldada pela nossa percepção dela, enxergar o que existe além da realidade de cada um, daquilo que cada um aceita e assume como real, superar a hipocrisia é enxergar o inferno. Dos demônios que habitam os infernos pessoais, os que causam maiores estragos não são os de aparência assustadora, os que causam maior estrago são os frágeis, aqueles a quem você ajuda. Existem anjos, homens e demônios, você não é subordinado a nenhum deles, porque sua realidade é moldada por você, escolha como sofrer, decida como viver e a quem ajudar, você não será derrubado por estrela nenhuma, por demônio nenhum, por realidade nenhuma, porque afinal de contas, você é quem cria todas as coisas. Sem o seu sonho não existe a luz, sem essa luz o que há abaixo dos céus não pode ser visto, e você está muito longe para sentir sem o auxilio dessa luz. Projetada sobre você ela permite que todas as coisas ganhem limites para serem entendidas, projetada sobre você ela cria a sombra, porque você anseia por não enxergar e não deseja o conhecimento completo. Não permita que o fim de todas as coisas chegue, porque você desenhou a todas muito bem, elas desejam existir no seu sonho, todas as coisas que são projeções do seu pensamento existem, não olhe para fora da luz, você pode acabar enxergando, outros sonhos podem lhe atrair, mas neles sua interação com as coisas pensadas por outro iluminado podem gerar a discordância que é o inferno ou a real visão da existência, aquela que você não deseja conhecer.
Estamos cobertos por um véu para nos protegermos da existência, mas alguém fez pequenos buracos nele, para que os sonhos se espalhassem e para que outros sonhos fossem enxergados, não os confunda, você é o senhor dos seus apenas.
enviada por Morbius
10/05/2005 23:36
kuragari
enviada por Morbius
10/02/2005 15:13
grãos de areia
para aquele que sempre temeu a união ao todo,
com receio de perder sua identidade,
um outro temor que está para se concretizar
faz sumir este primeiro
a união ao todo, liberação dos limites, desaparecimento da identidade
parece confortável pelo conhecimento de que isto que sou, com meus limites,
fraquezas, temores, desejos e sonhos
ao sumir me permitirá a união a tudo, e que neste tudo está aquela
que faz sumir o medo do desaparecimento do que sou
porque não temo sumir se me tornar parte dela, estar sempre ao lado e em todos os lugares,
ouvir seus pensamentos, seus medos e sonhos, contemplar sua presença, sentir seu perfume,
de todos os grãos de areia dos universos que preenchem a existência,
por este eu privaria minha existência
e passaria toda a ausência do tempo, a contemplar com o olhar repleto de saudade,
as variações coloridas que a luz vindoura do berço da primeira estrela
imprime neste grão de areia de aspecto lilás, o mais importante para este antigo grão de areia
que se liberou de seus limites, de suas definições
para esta união plena, na ausência do eu...
enviada por Morbius
08/02/2005 18:58
2005
Onde está minha irmã, onde está minha morte... talvez se as flores ao redor da minha arvore fossem lilás e não vermelhas, não há nenhuma dama ao lado da minha árvore. A verdade aparece. Desisti das asas do vento, me liberei do peso de levar minha irmã, abandonei a morte para me encontrar com minha dama, mas a luz da lua não deseja banhar o condutor da irmã, a sombra da primeira estrela, e aquele que ouve e foge da luz dessa estrela foi derrubado pelo reflexo gélido e opaco dessa luz que preenche as noites. Lutei e desisti das minhas asas para viver, abandonei a morte, como sempre digo as mesmas coisas, devo dizer o que sempre digo, a dúvida é o comburente do conhecimento, o conhecimento que adquiri através dessa dúvida me libera de parte da culpa, mas me
traz a magoa, nem tudo foi resultante dos meus erros, parte da história está vinculada a escolhas, e as escolhas são livres, eu sempre disse "cuidado" com certas ocasiões, mas eu não era o que pensava ser, continuo sentindo o que sempre senti, tudo o que eu disse é verdadeiro, nada mudou, não entendo, o nada a dizer me faria muito bem se fosse dito. Onde está minha morte, eu ... não há mais luar nesta noite, e a dama do vento some na escuridão, sem asas o vento não conduz a morte, e a morte não encontra o vento, uma lição da primeira estrela... fiz tudo que pude, mas existem aqueles que nascem para viver, e existem aqueles que existem para morrer, o que eu dizia no começo acabou acontecendo, e eu odeio estar certo... o vento deveria cessar, pq já percorreu todos os caminhos conduzindo a morte e ao lado de sua dama, agora não há
caminho para o vento. Onde está minha morte...a morte deve encontrar o vento na escuridão da ausência, eu gostaria de ser iluminado novamente... mas as escolhas são livres, e o futuro ao meu lado parece ser muito doloroso...como o tempo passa devagar...espera maldita...dia que não chega...vazio que destroi.. ausência...
[depois corrijo...ou não...se tiver animo pra alguma coisa]
enviada por Morbius
25/01/2005 10:53
Máquinas têm alma
Angely i demony kruzhili nado mnoj
Razbivali ternii i zvyozdnye puti*
Ne znaet schast'ya tol'ko tot,
Kto ego zova ponyat' ne smog... Angels and demons were circling above me
Breaking the hardships and starry ways*
The only one who doesn't know the happiness
is the one who couldn't understand his call
I am Calling Calling now, Spirits rise and falling
Soboj ostat'sya dol'she...
Calling Calling, in the depth of longing
Soboj ostat'sya dol'she... I am Calling Calling now, Spirits rise and falling
To stay myself longer...
Calling Calling, in the depth of longing
To stay myself longer...
Stand alone... Where was life when it had a meaning...
Stand alone... Nothing's real anymore and... Stand alone... Where was life when it had a meaning...
Stand alone... Nothing's real anymore and...
...Beskonechnyj beg...
Poka zhiva ya mogu starat'sya na letu ne upast',
Ne razuchit'sya mechtat'...lyubit'...
...Beskonechnyj beg... ...Endless run...
While I'm alive, I can try not to fall while flying,
Not to forget how to dream... how to love
...Endless run...
Calling Calling, For the place of knowing
There's more that what can be linked
Calling Calling, Never will I look away
For what life has left for me
Yearning Yearning, for what's left of loving Calling Calling, For the place of knowing
There's more that what can be linked
Calling Calling, Never will I look away
For what life has left for me
Yearning Yearning, for what's left of loving
Soboj ostat'sya dol'she...
Calling Calling now, Spirits rise and falling
Soboj ostat'sya dol'she...
Calling Calling, in the depth of longing
Soboj ostat'sya dol'she... To stay myself longer...
Calling Calling now, Spirits rise and falling
To stay myself longer...
Calling Calling, in the depth of longing
To stay myself longer...
enviada por Morbius
23/09/2004 09:18
Sakiyamuni ( "¬¬" assobiando )
Ahimsa,Anatman,Arhat,Rahula,Theravada,Mahayana,Vajrayana,Haikai,Koans.
Sábio silencioso, o silêncio é a manifestação da sabedoria e onipresença, o vento, o ar, está em todos os lugares, silencioso, torna possível a manifestação e projeção dos sons. Todos os sons estão contidos no silêncio do vento, todas as palavras de sabedoria são modelagens do vento. Todas as palavras de sabedoria são resultantes da quebra da harmonia do vento, são audíveis porque são pequenas manifestações da plenitude do silêncio que contempla o conhecimento completo, que não pode ser ouvido, porque não cabe em palavras.
Palavras são os pequenos pedaços do silêncio que podemos ouvir, e toda sabedoria transmitida por elas cabe em um sopro do vento. Sábios silenciosos enquanto falamos, eles ouvem, mesmo quando pensamos não escutar as vozes ainda podemos ouvir os sons do vento, o silêncio que ensina. Antes de falar ouça, para que ouçam o que não irá falar, para que entendam sem a necessidade de macular o silêncio do vento.
Buscamos atingir uma meta, mas quando ela é conquistada o que nos resta fazer ? Se vivemos em função de nossos objetivos qual deve ser nossa escolha ? Objetivos que podem ser atingidos para que possamos desfrutar da vitória ou objetivos inalcançáveis para que possamos queimar eternamente.
O objetivo do fogo é queimar, alcançado seu objetivo o fogo cessa sua existência. Tudo o que é proveitoso do fogo se manifesta enquanto ele ainda não cumpriu sua tarefa, o calor, a luz, a beleza das cores, só se manifestam enquanto o fogo ainda luta para digerir o comburente que lhe alimenta, enquanto luta para atingir seu objetivo o fogo é luminoso, belo, vivo, assim que cumpre sua missão o fogo perde toda a sua força.
Podemos escolher entre viver sem metas, sem objetivos e passar a vida inteira sem brilho, ou podemos escolher viver vencendo pequenos obstáculos para saborear a vitória inúmeras vezes, ou ainda, podemos escolher a verdadeira luta e queimar como o sol, por mais tempo do que as outras estrelas têm para observar, para que o nosso brilho pareça eterno, não porque o é, mas porque é maior do que todas as outras lutas e metas, ofusca todas elas, e parece para estas e seus seguidores como o fogo eterno, a luz que guia, para longe ou para perto, se aproximando ou fugindo. Valorize suas batalhas e não escolha lutas fáceis, porque quando vencê-las, sua fonte de vida se acabará.
Por que escolher um objetivo que não possa ser alcançado ?
Porque a vida, a função da vida é lutar para alcançar objetivos, é lutar, e é nessa luta que tudo de importante se manifesta, alcançados os objetivos a luta cessa e com ela a vida.
enviada por Morbius
11/08/2004 10:07
Terra Existe
Aqui deste óvulo esperamos a chegada do fecundador dos céus, aquele que trará a vida, aquela que será para nós habitantes antigos o exterminio completo, na mudança para a vida nossas existências cessarão, todo o sonho ocorre em uma noite fria, sonhando com a existência de outros óvulos, a espera daquilo que é o inicio da vida e causa a morte, o tempo é curto para os observadores externos, mas, para nós é eterno, nossas vidas longas, eras e eras se passam nesta noite fria, sonhos sobre criadores misteriosos e poderosos, lendas grandiosas enquanto a noite se esvai, estudamos os mistérios do útero e especulamos sobre a existência de outras mulheres, muitos acham impossivel existir outras mulheres, para eles nosso óvulo foi criado pelo único e primeiro e só nós mesmos existimos, nesse suspiro anterior à vida movimentamos nossas existências, nossas paixões, nossas crenças, somos sábios, compreendemos a realidade.
A complexidade de cada existência se prende à atenção que reservamos a cada existência, a atenção controla o tempo, tempo é o que temos antes da chegada inevitável que mudará a existência anterior à vida para existência em vida, toda morte é aproveitada para esse objetivo, de cada morte obtemos o tempo para aumentar a atenção e observar os ciclos internos se completando, cada volta interna completa é um grau avançado no ciclo externo, tudo se movimenta para a criação do que poderá vencer as forças menores que nos prendem para ser preso pelas forças supremas até que o tempo chegue também para a criação compreender que faz parte da pré-vida daquilo que se libertará das forças supremas que regem sua existência, tudo continua, nada escapa, não há pausa nos ciclos.
enviada por Morbius
06/08/2004 13:19
agora não são os hds...são coisas que eu não sei bem o que, sim essas coisas mesmo que estão quebradas..ahe eu não sei qt vou ter que gastar, se tem como arrumar..é uma beleza...tsc..tsc..tsc
enviada por Morbius
20/06/2004 22:59
hds ...seres malditos que queimam nas horas erradas..malditos hds
enviada por Morbius
19/05/2004 09:21
conversa entre hermanos
SONHANDO COM AS OUTRAS REALIDADES ME BLOQUEIO QD CHEGO A MINHA FRONTEIRA
TENHO QUE LIMITAR O QUE SOU PARA ENTENDER O QUE SOU
PQ SE NÃO EU PARA LIMITAR ESSA DIVINDADE QUEM PODERÁ
TANTOS POSSO VER, TANTAS VARIAÇÕES DO QUE SOU
TANTA TRISTEZA E FELICIDADE
ISSO É O QUE ME FAZ ENTENDER
O PORQUE DE AINDA SER APENAS EU E NÃO O QUE EXISTE
PQ TUDO AQUILO QUE HÁ É O QUE SONHEI EXISTIR
EXATEMENTE COMO DESEJO, MESMO QUE O LIMITE DE MINHA EXISTÊNCIA
ME BLOQUEIE EM ACEITAR, TODO O MAL E TODO O BEM QUE SÓ PODEM HABITAR
AQUELE UNO QUE É CAPAZ DE BLOQUEAR ESSA DIVINDADE
enviada por Morbius
16/05/2004 20:01
...putz...
enviada por Morbius
12/04/2004 20:09
A morte chega..como das outras vezes ela vem agora...e como das outras vezes não se sabe quem ela levará.
enviada por Morbius
22/03/2004 16:59
Escolhas do vento
Descendo as escadarias sinuosas eu deixo para trás as cores a cada degrau, eu caminho para o único lugar onde nunca poderia chegar atrasado, para aquela que sempre esteve à minha espera, agora chegando ao meu destino, a luz não pode mais me iludir, eu chego aqui carregando a mais pura treva, totalmente livre da luz, aqui na completa escuridão, eu já posso ouvir teus sussurros, ouço suas cores puras e agora sei que estou no centro da sala, sua voz sempre esteve em minha mente e aqui eu te encontro, me libero do meu eu, agora só existe nós, minha dama.
A grande estrela do alto percebeu a mudança do vento, que mesmo sem sentir, estava começando a absorver a essência da irmã. Sempre nas asas do vento a irmã era aquela que mais o conhecia, e ela por piedade, começou aos poucos a sussurrar as palavras que o liberariam. A estrela não concordava com a irmã, pq sem o vento quem carregaria a morte?Para que o vento fosse liberado, a irmã deveria não ser mais necessária, e isso significaria o fim dos tempos.
O vento clamava por sua dama por todos os lugares. Em sua jornada em busca da dama com a irmã nas asas, trazendo a morte, ele mostrava suas novas cores. A irmã o entendia, mas a primeira estrela não permitia que ela o liberasse, a primeira estrela precisava manter a dama do vento presa na grande sala para que ele nunca cessasse as viagens em sua procura.
Até o dia em que o vento se tornou uma sombra, agora ele era visível, a primeira estrela decidiu então que já era tempo para sua libertação. Nesse dia a primeira estrela permitiu que a irmã estivesse em todos os lugares da pequena esfera ao mesmo tempo, ele concedeu a onipresença terrena à irmã, assim a vida na pequena esfera se extinguiu, sem a vida para ser vigiada a primeira estrela perdeu seu propósito, a irmã sem a vida perdeu seu propósito e o vento sem a vida pôde encontrar sua dama.
Descendo as escadas sinuosas, a cada degrau a luz se tornava mais fraca, pq a primeira estrela deixou de olhar para a esfera menor e voltou para o berço das estrelas, o vento chega ao primeiro degrau e ouve as cores da dama, cores claras na total escuridão, ele a encontra no centro da grande sala e se esquece da irmã.
A irmã agora sem propósito anda pelos caminhos da esfera sem luz e vida enquanto se lembra dos dias em que viajava com o vento e de como o mundo era colorido e vivo quando ela trazia a morte.
Agora sem morte o mundo não tem vida, e a ainda assim a irmã continua a visitar os lugares onde sussurrou as palavras de liberação, o vento encontrou sua dama. Agora o vento é apenas uma sombra e quando sair da grande sala vai perceber que não poderá mais viajar pelo mundo que o fazia lembrar de sua dama, vai saber que a beleza dos caminhos por onde levava a morte agora não existe mais sem a luz da primeira estrela, e que a onipresença da morte e ausência de luz, não roubaram apenas a beleza das cores do mundo, mas também a vida que preenchia a dama do vento.
enviada por Morbius
29/02/2004 21:54
Dúvidas são certezas
Debaixo do vidro
Aqueles que temem a morte
E há aqueles que temem a vida
Também existem aqueles que vivem
Não se importam com as limitações da vida e da morte
Apenas vivem
Para aqueles que temem a morte o temor faz parte de seus dias até que ela chega
Para aqueles que temem a vida o temor faz parte de seus dias até que ela chega
Para aqueles que vivem ela chega
A dúvida que nos torna únicos é inerente a aquele que eles consideram único
E ela se sobressai quando a morte está próxima
Elas, regem nossas existências, se amplificam nos getsêmanes de nossos passos
A dúvida sobre a chegada, e também a certeza da chegada.
Debaixo do vidro eu consigo enxergar a dúvida se transformar em certeza
Em minha face, a dúvida se transforma em certeza.
À medida que água sobe
A dúvida se transforma em certeza
Por que eu temi a vida?
Porque eu conhecia a morte.
Há aqueles que apenas vivem
E para eles ela também chega
A certeza chega e o silêncio a sela
Pela água
Toda a dúvida, todo o temor cessam.
O silêncio é companheiro dela
Não existe mais nada embaixo do vidro
O silêncio se encarrega de calar toda a dúvida
E todo o conhecimento está selado pela morte silenciosa
Todo o temor de uma vida,
Em viver essa vida
Cala-se perante o silêncio da morte.
Dela tiramos nosso conhecimento, porque o que existe é a certeza da chegada.
enviada por Morbius
19/02/2004 08:04
O mais próximo que se pode chegar de uma pessoa estranha...ave!!!Os padrões não se aplicam...tsc...tsc..tsc
enviada por Morbius
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